quarta-feira, 13 de março de 2013

Desapego




Eu jurei que minha alma ia ser dura.
Tantas vezes imaginei-me sendo fria.
Ai de mim, que não houvesse mais tortura!
Ai de mim, que acabasse essa agonia!

Tantas vezes vi meus sonhos decapitados.
Tantas vezes acabei caindo ao chão.
Sentimentos que ficaram estilhaçados,
Como o vidro da janela de um porão.

Eu corri até os joelhos irem por terra
E gritei até a voz não mais sair.
Eu berrei e o meu peito ainda berra
De raiva do mundo, de raiva de tudo, de raiva de ti!

Eu jurei que minha alma ia ser dura.
Ainda juro, é meu anseio conseguir.
Se o teu peito desconhece o que é ternura,
Só me resta abandonar-te e seguir.

Olha só, eu que te tinha unido a mim
Como o sangue que irrigava cada veia.
Agora, eu simplesmente te deixo seguir,
Escorrendo pelos meus dedos como tolos grãos de areia.

Andressa Bitencourt

sábado, 2 de março de 2013

Cachorra morre e menina de quatro anos escreve para Deus

(História verídica retirada de rede social)

Abbey, nossa cadelinha de 14 anos morreu no mês passado. No dia seguinte a seu falecimento, minha filha de 4 anos, Meredith, chorava e comentava sobre a saudade que sentia de Abbey. Ela perguntou se poderia escrever uma carta para Deus para que, assim que Abbey chegasse ao céu, Deus a reconhecesse. Eu concordei, e ela ditou as seguintes palavras:


Querido Deus.
O Senhor poderia tomar conta da minha cadela? Ela morreu ontem e está ai no céu com o Senhor. Estou com muitas saudades dela. Fico feliz porque o Senhor deixou ela comigo mesmo que ela tenha ficado doente. Espero que o Senhor brinque com ela.Ela gosta de nadar e de jogar bola. Estou mandando uma foto dela para que assim que a veja, o Senhor saberá logo que é a minha cadela. Eu sinto muita saudade dela.
Meredith

Pusemos num envelope a carta com uma foto de Abbey com Meredith e a endereçamos: Deus - Endereço: Céu. Também pusemos nosso endereço como remetente. Então Meredith colou um monte de selos na frente do envelope, pois ela disse que precisaria de muitos selos para a carta chegar até o céu. Naquela tarde ela colocou a carta numa caixa do correio.

Recebi (provalvamente de alguém do serviços do correio) um pacote embalado num papel dourado em nossa casa, endereçado a Meredith numa caligrafia desconhecida. Dentro havia um livro escrito por Mr. Rogers, intitulado "Quando um animal de estimação morre". Colada na capa interna do livro estava a carta de Meredith. Na outra página, estava a foto das duas com o seguinte bilhete:

Querida Meredith,
A Abbey chegou bem ao céu. A foto ajudou muito e eu a reconheci imediatamente.
Abbey não está mais doente. O espírito dela está aqui comigo assim como está no seu coração. Ela adorou ter sido seu animal de estimação. Como não precisamos de nossos corpos no céu, não tenho bolso para guardar a sua foto. Assim, a estou devolvendo dentro do livro para você guardar como uma lembrança da Abbey. Obrigado por sua linda carta e agradeça a sua mãe por tê-la ajudado a escrevê-la e a enviá-la pra mim. Que mãe maravilhosa você tem!! Eu a escolhi especialmente pra você. Eu envio minhas bençãos todos os dias e lembro que amo muito vocês. A propósito, sou fácil de encontrar: estou em todos os lugares onde exista amor.

Com amor
Deus
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