domingo, 18 de março de 2012

Lembra...


De quando éramos crianças, como as coisas pareciam ser fáceis. Não precisava ter papas na língua, criança nunca mente não é? Criança é criança, é inoscente, é pura!

Lembra daquelas palmadas que a gente ganhava?  Essas doíam pra caramba, mas sempre passavam, eram perdoadas, eram compreendidas.

Lembra dos sonhos, do durmir até tarde, do ventinho entrando na janela aberta? Eu lembro, lembro de tudo isso  e de muito mais!

Lembro das minhas lágrimas por não ter ganhado um brínquedo, lembro do "durmir junto" em dia de tempestade, lembro do banho de chuva, da correria pela casa.

Era tudo tão simples, tão verdadeiro, éramos e podíamos ser nós mesmos.
Mas a gente cresceu e fomos nos transformando em seres difíceis, alienados, com papas na língua e sem tempo pra nada.

Agora mentimos. Nem somos mais puros e sequer compreendemos a nós mesmos.
Ai... Que saudade das palmadas! Estas já não existem mais,  porque hoje os seres humanos aprenderam a torturar com a boca... e para mim, o perdão deixou de ser algo tão fácil.

Meus sonhos tornaram-se cada vez mais esquecidos, nossas vidas, deixaram de ser só nossas!

As lágrimas, agora não são mais só por brinquedos. São por desejos não alcançados,  casos mal resolvidos e por nao ter mais com quem contar nos dias de tempestade. As coisas eram tão fáceis, mas eu nem sabia .

É triste deixar de ser criança, é como estar longe de nós mesmos. É ver apenas a sombra de tudo. Ver a sombra da vida e de algum modo...  deixar de viver.

Escrito pela autora do Blog.

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