sexta-feira, 30 de março de 2012

Os cegos de nascênça podem sonhar?

Desde criança tive essa curiosidade, e pra falar a verdade nunca convivi de perto com alguem que fosse cego, se tivesse tido essa oportunidade, com certeza teria perguntado.
O certo é que os sonhos são feitos através da nossa percepção de materiais capturados pelos órgãos dos sentidos no dia anterior ao momento do sono. Se uma pessoa possui uma memória perceptiva visual, auditiva, tátil, olfativa e gustativa, todos estes elementos podem aparecer reconfigurados nos sonhos.
As pessoas que já nasceram cegas e não possuem memória visual, podem sim ter sonhos , pois utilizam as imagens auditivas, táteis, olfativas e gustativas. Ou seja, sensações recolhidas pelo cérebro como sons, cheiros e toques.

Abaixo, retirado do site InfoCiegos, há  um texto de uma pessoa cega relatando seus sonhos.
TRADUÇÃO: Charo Galarza. 33 anos. Cega desde os 2 anos. “Nos meus sonhos há imagens de som, ou seja, vozes ou outros sons. De certa forma, também sonho com cheiros ou sabores. Obviamente não sonho imagens visuais. Dificilmente sonho que estou andando com uma bengala, geralmente em meus sonhos eu ando sozinha em lugares que eu sei ou que ando com pessoas que me guiam.”
Os cegos sonham com sensações táteis, olfativas e auditivas!

sexta-feira, 23 de março de 2012

Os seres mais apavorantes que já habitaram a Terra.

Que Tiranossauro Rex que nada! Talvez as mais interessantes (e mais apavorantes) criaturas pré-históricas não sejam tão conhecidas. Confira essa lista com 15 grandes animais que não são tão famosos quanto ao T-Rex ou o Velociraptor:

1. Estemnosuchus:
Um dos mais bizarros animais pré-históricos. Apesar de se parecer com um dinossauro ele é o  parente mais próximo dos mamíferos. Ele tinha o tamanho de um rinoceronte, um chifre sobre seu nariz e gloriosas antenas no topo de sua cabeça – na verdade eram chifres também, mas seu formato era como as “antenas” de uma girafa. Também haviam estranhos ossos saindo de suas bochechas (e ninguém ainda sabe ao certo para que elas serviam).

2. Acrophyseter:


Um parente antigo das baleias. As baleias normalmente não atacam ninguém e se alimentam de pequenos moluscos e crustáceos. Esse cara era o exato oposto – o terror dos sete mares. Ele se alimentava de mamíferos marinhos e, muitas vezes, até de tubarões. Os fósseis que revelaram os assustadores dentes do bichão foram encontrados no Peru.

3. Gigantopitecus:


Se você já ouviu falar do Australopitecus, você já pode adivinhar o que é, exatamente, um Gigantopitecus. Um primata monstruoso que andava pelas florestas da Índia e da China. Vegetariano, mas assustador do mesmo jeito, ele podia medir ate três metros de altura.

4. Epicyon:


Imagine um pitbull que tomou uma boa dose de anabolizantes. Esse era o epicyon, membro da família dos nossos companheiros cachorros. Mas os cachorros atuais são feitos para ter velocidade e resistência, enquanto esse primo tinha apenas a força bruta. Eles moravam na América do Norte, antes de serem substituídos pelos felinos Tigres Dente-de-Sabre.
5. Edestus:


Esse cara faz um Tubarão Branco parecer fofinho. O Edestus tinha sete metros de comprimento e era um dos principais predadores marinhos. Os dentes deles formavam uma “tesoura” assustadora que podia cortar praticamente qualquer criatura ao meio – mas os cientistas ainda não sabem como um Edestus velhinho (e banguela) conseguiria sobreviver.

6. Gorgonopsid:


O nome já é assustador. Eles eram os principais predadores antes do domínio dos dinossauros. Seus dentes incisivos (os caninos) são protuberantes como os de um tigre dente-de-sabre e poderiam atingir tamanhos maiores do que o de um rinoceronte.

7. Pássaro do Terror:


Cientificamente conhecidos como Phorusrhacids, eles foram, em uma época, os maiores predadores da América do Sul. Eles não conseguiam voar, mas eram muito rápidos (de acordo com cientistas, sua velocidade se comparava a de uma chita) e podiam medir até três metros de altura.

8. Madtsoia:


O pior pesadelo de quem tem medo de cobras. Apesar de apenas fragmentos da espécie terem sido recuperados, cientistas especulam que ela poderia medir cerca de 20 metros. Ela se alimentava de uma forma similar à da jibóia – quebrando os ossos da vítima para depois engolir inteiramente o animal.

9. Purussaurus:




O crocodilo gigante. Viveu na Amazônia e media cerca de 15 metros de comprimento. Na época e na região, ele era o predador mais eficiente das águas, e por bons motivos. Restos de animais cortados ao meio próximos às ossadas do purussaurus mostram sua força.

10. Entelodon:


Um porcão malvado. Ao contrário de seus parentes atuais, eles se alimentavam apenas de carne e está entre os mais monstruosos mamíferos que já existiram. Cientistas acreditam que, além de caçar, eles assustavam outros predadores e os afastavam de suas presas já mortas para se aproveitar das sobras.

11. Azhdarchids:


São parecidos com os famosos pterossauros (os mais conhecidos dinossauros voadores) e talvez tenham sido as maiores criaturas voadoras que já existiram. Eles mediam de 12 a 15 metros. Cientistas acreditam que eles não caçavam no vôo, mas se apoiavam nas asas e se alimentavam. Qualquer semelhança com o Grande Toruk, de Avatar, é mera coincidência.

12. Pulmonoscorpius:


O menor bicho da lista, mas ainda assim pode levar alguns à histeria ou causar alguns ataques cardíacos. Muito similar aos escorpiões atuais, mas poderia medir um metro. Assustado? Os cientistas não conseguem estimar o quão poderoso seu veneno seria mas, mesmo assim, posso apostar que você não gostaria de abraçar esse cara.

13. Xenosmilus:


Talvez o mais malvado felino que já andou pelo planeta. Seus restos foram encontrados na Flórida, junto com os de presas infelizes que cruzaram seu caminho. Diferente de seus primos tigres e leões, eles não caçavam quebrando o pescoço de suas presas de forma delicada e precisa. Seu estilo era mais parecido com o de dinossauros, que arrancavam grandes pedaços de carne do animal sem sorte do dia e esperavam que ele sangrasse até a morte (o que não demorava muito).

14. Megalodon:


Ele é mais conhecido, mas é tão grande e assustador que merece estar nessa lista. Similar aos grandes Tubarões Brancos de hoje, ele podia chegar a 20 metros de comprimento e pesar cerca de 60 toneladas – ou seja, seis vezes o tamanho de um T-Rex. Com um desses o filme de Spielberg seria um sucesso ainda maior (ou não, já que ninguém conseguiria ficar no cinema o filme inteiro).

15. Spinossaurus:


Quando saiu a terceira parte de “Parque dos Dinossauros” muitas pessoas reclamaram que o T-Rex amado havia sido substituído por um dinossauro “inventado”. Na verdade o Spinossaurus existe – ou existiu. Os restos do predador foram encontrados em 1915, no Egito, e o paleontólogo que os descobriu estava convencido que tinha nas mãos um amigo maior do que o Rex. Mas como os fósseis foram muito danificados em um bombardeio da Segunda Guerra Mundial, isso não pode ser provado.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Só o tempo


Talvez um dia,
quando os ventos soprarem
e as coisas passarem,
eu deseje voltar.

Quem sabe um dia,
quando o amanhã for agora
 e o ódio vá embora,
 eu queira me lembrar.

A  dor do agora,
é latente,  inquieta,
como uma ferida aberta.
Não me deixa pensar.

Mas espera o dia ,
onde tudo se acalma,
onde a dor da minha alma
seja tomada,
pela vontade do teu retornar.

Escrito pela autora do Blog

quarta-feira, 21 de março de 2012

Top 10: Animais extintos

Top 10 animais extintos
Lamentavelmente, sobraram candidatos para este top 10. E o pior de tudo é que se voltarmos a fazer este post dentro de um ano, seguramente poderemos falar sobre novas espécies extintas. Nos últimos 40 anos, as espécies oficialmente extintas já somam 784. Outras 65 só sobrevivem em cativeiro. Mais da metade dos répteis poderia extinguir-se, e a Lista Vermelha elaborada pela União Internacional para a Conservação da Natureza determinou em 2006 que 16.119 das 40.177 espécies avaliadas no mundo devem ser consideradas em perigo.


  1. Golfinho do Rio Chinês (Lipotes vexillifer)
    Uma das espécies extintas mais recentemente. Bastante parecido com o boto da amazônia, esta variedade de golfinhos emigrou desde o Oceano Pacifico para o rio Yangtzé há uns 20 milhões de anos. Calcula-se que na época da dinastia "Han Erya" tinha umas cinco mil espécimes no rio.

    Em 1979 a China declarou-o em perigo de extinção, e em 1983 decretou-se que sua caça era ilegal. Em 1986 a população total estimada era de 300 indivíduos, e em 1990, 200. Seu número seguiu decrescendo rapidamente, sobretudo com a construção da Represa das Três Gargantas, que alterou de maneira irrecuperável o hábitat do golfinho. Em 1998 só conseguiram encontrar 7 exemplares, e os cientistas especularam em levá-los para um lago próximo para depois trazê-los de volta ao rio quando suas chances de sobrevivência fossem maiores. Mas uma expedição que percorreu o rio de extremo a extremo em 2006 não conseguiu ncontrar nem um destes golfinhos, pelo qual já é considerado oficialmente extinto.

    A Fundação de Conservação de Wuhan "Delfín Baiji", fundada em dezembro de 1996 gastou ao redor de 100 mil dólares para a preservação de células in vitro, pelo qual talvez algum dia possamos vêlo novamente.
    Top 10 animais extintos
  2. Tigre da Tasmânia (Thylacinus cynocephalus)
    Este mamífero, também conhecido como lobo da Tasmânia, talacino, lobo marsupial ou Tigre da Tasmânia era um carnívoro marsupial nativo da Austrália. O último exemplar capturado vivo foi vendido ao Hobart Zôo da Tasmânia em 1933 e morreu em 1936. Recém então o Governo da Tasmânia havia declarado o "espécie protegida", mas já era muito tarde.

    O tilacino era muito parecido com os canídeos de outros continentes, apesar de não ser aparentado com nenhum deles. Era um carnívoro adaptado à captura de presas de tamanho pequeno ou médio. Tinha um corpo estilizado, patas finas e rabo igualmente delgado. Sua pelagem era curta com riscas negras ou marrons na parte traseira, daí o nome de tigre. As mandíbulas podiam abrir-se até extremos assombrosos, quase como as de um réptil, e era dotado de 46 dentes.

    Antes da chegada dos colonos ingleses e dos dingos, o tilacino não tinha concorrência, mas não pôde fazer frente ao novo competidor. Os ataques aos rebanhos de ovelhas fez com que os pastores e o próprio governo colonial os considerasse pragas necessárias de extermínio. E conseguiram antes da primeira metade do século XX.
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  3. Quagga (Equus quagga quagga)
    Esta espécie de zebra extinguiu-se completamente na África do Sul aproximadamente em 1870. Tinha uma pelagem parda (sem riscas) no lombo nos traseiros, e de riscas negras na cara, pescoço, costados e crinas, como têm as demais zebras. O ventre e as patas eram inteiramente brancos. Semelhante pelagem fez com que em 1788 fosse classificada como uma raça a parte.

    Os quaggas viviam em manadas no sudeste da África do Sul. Seu nome procede da língua dos Khoi e é basicamente uma adaptação do ruído característico emitido pelo animal.

    Os quaggas foram caçados pelos primeiros colonos holandeses, para aproveitar sua carne e pele. Em meados do século XIX foram mortos milhares de exemplares como parte de um plano de extermínio de animais selvagens. Esta política tinha como objetivo aproveitar as terras onde pastavam os quaggas para alimentar gado doméstico. A população destes animais decresceu rapidamente, e em 12 de agosto de 1883 morreu o último quagga que vivia em cativeiro no zôo de Amsterdã.

    Seu DNA, estudado no Smithsonian provou que o quagga era uma subespécie da zebra de planície, que se definiu como raça entre 120 e 290 mil anos atrás. Hoje só resta uma fotografia deste animal, tirada em 1870 no zôo de Londres.
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  4. Urso do Atlas (Ursus arctos crowtheri)
    O urso do Atlas era uma subespécie de urso pardo. Habitava na cordilheira do Atlas, desde a Tunísia até o Marrocos. Trata-se do único urso que habitou a África em épocas recentes, onde chegou do Oriente no Pleistoceno.

    Tinha um tamanho muito menor que outros ursos pardos. Sua pelagem era escura, praticamente negra, no dorso e cinza nas patas e nas costas. Alguns textos romanos mencionam como "abundantes" na cordilheira do Atlas, uma região que nessa época estava coberta por bosques de pinheiros. Inclusive pode ser visto representado em mosaicos romanos dessa época, e possivelmente tenha sido usado nos espetáculos do circo romano.

    A caça e a destruição de seu hábitat natural praticamente já tinham exterminado com a espécie quando foi estudado cientificamente pela primeira vez. Em 1830, o rei de Marrocos tinha um exemplar em cativeiro, e o último relatório de um avistagem de um destes ursos foi em 1867, próximo a Edough, na fronteira entre o Marrocos e Argélia. Não viveram para serem fotografados.
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  5. Leão do Cabo (Panthera leo melanochaitus)
    Este leão de 250 quilos de peso era o maior daqueles em território sul-africano. Vivia na zona das planícies herbáceas do Karoo, ao sudoeste da África do Sul. Com freqüência culpam os colonizadores holandeses (os "bóers") por sua extinção , mas sabe-se que os verdadeiros responsáveis por seu extermínio foram os ingleses. No início do século XIX começaram a caçá-lo indiscriminadamente, em parte por esporte e em parte como represália a seus ataques ao gado. Após muitos esforços e bala, conseguiram exterminá-lo em meados da década de 1860.

    Os machos maiores pesavam até 250 quilos e as fêmeas, 180 quilos de peso. Os machos tinham uma densa melena negra que se prolongava parcialmente pelo ventre. Estes leões não eram muito abundantes pelo que não formavam grandes grupos, senão que levavam uma vida solitária como predadores oportunistas. Quando conheceram os animais domésticos, presas fáceis, chegaram ao extremo de escalar as paliçadas dos assentamentos europeus. O Castelo de Boa Esperança foi construído precisamente para evitar seus ataques.

    O último leão do Cabo morreu em mãos de um tal general Bisset, numa caça promovida no natal de 1865. Hoje só podem ser vistos empalhados em museus.
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  6. Codorna da Nova Zelândia (Coturnix novaezelandiae)
    Conhecida como Koreke em língua maorí, era uma ave que deveria figurar no livro dos recordes. Foram precisos apenas 40 anso para exterminá-la. O primeiro espécime foi capturado em 1827, e os últimos exemplares foram caçados entre 1867 e 1868. Fisicamente, macho e fêmea eram similares em aspecto, ainda que o tamanho da fêmea era menor. O primeiro cientista em descrevê-la foi Joseph Banks, que visitou as ilhas na primeira viagem de Cook.

    Acredita-se que abundava em 1865. A extinção foi fruto da introdução de animais forasteiros por britânicos: ratos, porcos, etc. Por suposto, os colonos também colaboraram bastante com a caça devido a sua saborosa carne.
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  7. Alca gigante (Pinguinus impennis)
    Foi a espécie maior das alcas, até que foi extinto em 1844. Conhecido como "alca imperial", "grande pingüim" ou simplesmente "pingüim".

    Foi muito abundante na época romana ao longo da costa do Oceano Atlântico, desde a Flórida até a Groenlândia, incluindo Islândia, Escandinávia, as Ilhas Britânicas, Europa Ocidental e Marrocos. Também podia ser encontrado em todo o Mar Báltico e ao oeste do Mar Mediterrâneo.

    Os exemplares adultos mediam ao redor de um metro de altura, e sua plumagem era negra nas costas, pescoço e cabeça. Ao lado destacavam duas manchas brancas, o que lhe conferiu o nome o nome: pen gwyn que significa precisamente "cabeça branca" em gaélico. As patas eram escuras e palmeadas. Seu bico, que utilizava para caçar debaixo d'água, era muito robusto. O traço mais distintivo destas aves era sua incapacidade para voar e sua adaptação ao mergulho.

    Justamente sua incapacidade de voar, e o saboroso de seus ovos significou seu fim: vítimas da caça indiscriminada, no final do século XVI o alca gigante já tinha desaparecido da Europa continental e na América do Norte só abundava ao norte de Nova York. Em 1758 era um animal sumamente raro e em 1800 só podia se visto na Islândia.

    Quando dois barcos atracaram na Islândia em 1808 e 1813, na época do ano em que punham seus ovos, foi selada a sua sorte. O último casal vivo destes animais foi visto em 2 de junho de 1844.
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  8. Tigre persa (Panthera tigris virgata)
    O tigre persa era também conhecido como "tigre do Cáspio"”. Habitava a região compreendida pela península de Anatólia, o Cáucaso, o Kurdistão, norte do Iraque e Irã, Afeganistão e grande parte da Ásia Central (até a Mongólia). Esta subespécie de tigre era uma das maiores, só era menor que o tigre siberiano e o de bengala.

    Sua pelagem era amarela ou dourada, com zonas brancas nas costas e cara. As riscas tinham uma cor marrom e no inverno a pelafgem da cabeça crescia para ajudar a suportar o frio das montanhas asiáticas. Isto lhe proporcionava uma característica de "barba” na zona das bochechas.

    Os machos pesavam entre 169 e 240 kg, com 2.65 a 2.95 metros de tamanho. Nas fortes patas estavam as garras excepcionalmente longas, maiores que as de qualquer outro tigre.

    Com o progressivo aumento da população humana, o tigre reduziu sua área de ocupação. Quando os czares da Rússia ocuparam as terras fronteiriças da Ásia Central e do Cáucaso, ordenaram ao exército para exterminá-lo. A desflorestação produzida pelos colonos encarregou-se dos poucos que sobreviveram ao extermínio. O último avistamento foi no Tadjikistão em 1961.
  9. Coqui dourado (Eleutherodactylus jasperi)
    O coquí é uma diminuta rã que habitava em Porto Rico. Recebeu este nome pelo chamado de duas notas que fazem os machos, que soa justamente como "co" - "quí". A fêmea do coquí punha entre vinte e cinco e quarenta ovos a cada vez, em folhas de bromélias e seus filhotes nasciam completamente formados, como adultos em miniatura. Esta forma de reprodução permitia-lhes a independência das fontes água que precisam espécies parecidas para que se desenvolvam.

    O coquí dourado possuía uma característica cor amarela dourado e um pequeno tamanho de só 2 cm. Habitava principalmente na região da Serra de Cayey. Alguns naturalistas resistem-se a declarar extinta a esta espécie, mas também não se produziram avistamientos de exemplares nos últimos anos.
    Top 10 animais extintos
  10. Pika sarda (Prolagus sardus)
    Este estranho animal, um tipo de lebre gigante, extinguiu-se aproximadamente em 1800. Foi uma espécie nativa da ilha de Cerdenha e foi descrita por alguns autores como um "coelho gigante sem rabo". A esquisitice de sua carne custou a vida a todos os exemplares da ilha, e só sobreviveram no continente as "pika sarda" e "pika corsa”, duas subespécies.

    Foram reportadas ocasionais avistamentos de pikas selvagens no interior da ilha de Cerdenha, mas nenhum pôde ser verificado. A última menção que pode se encontrar digna de ser fiel à verdade é a realizada por Cetti em 1774, que descreve as como "ratos gigantes" muito abundantes na ilha de Tavolara, vizinha à ilha de Cerdenha.
Concretamente, estão ameaçadas 12% das espécies de aves, 23% de mamíferos, 52% de insetos, 32% de anfíbios, 51% de répteis, 25% de tubarões e 20% de raias.


A escolha dos animais deste top 10 não obedeceu a nenhum padrão cronológico senão o de representatitividade, curiosidade e a forma insólita da extinção do animal.


Devemos, sim, fazer a nossa lição de casa e cuidar dos bichos da melhor forma que pudermos, mas porém sem dar satisfações a maioria destas organizações internacionais.


Vale a pena ressaltar que a maioria destas ONG's de defesa dos animais hoje estão no velho continente, aquele mesmo que foi matar o único urso da África, caçar por esporte o maior Leão da África do Sul, a levar os dingos (lobos) para ajudar a extinguir o lobo da Tasmânia na Austrália e também a sair pelos mares "catando" ovos de pingüins.

terça-feira, 20 de março de 2012

Ser


Eu queria ser, como o sol que ilumina sem cessar
Como os passáros que em serena revoada
Transformam a distância em um eterno viajar

Escrito pela autora do Blog

Mulher fica mais de três horas na lama tentando salvar seu cavalo!

Equipe de resgate chegou a posicionar um helicóptero para retirar o animal do atoleiro

Australiana passeava de cavalo com a filha quando ocorreu o acidente -  Foto: Mail Online, Reprodução
Australiana passeava de cavalo com a filha quando ocorreu o acidente -  Foto: Mail Online, Reprodução

Uma australiana passou três horas na lama tentando salvar um cavalo que ficou atolado em uma praia em Melbourne, na Austrália. Segundo o jornal Daily Mail, Nicole Graham e sua filha passeavam em dois cavalos quando caíram no atoleiro semelhante a "areia movediça".

Nicole ainda conseguiu se arrastar na lama para ajudar a filha e um dos animais, mas o cavalo chamado Astro acabou ficando preso.

Foto: Reprodução / Daily Mail

Foto: Reprodução / Daily Mail

Ainda segundo o jornal Daily Mail, a situação se tornou mais grave quando aumentou o nível do mar ao redor do ponto onde o animal estava atolado. Nicole passou o tempo todo tentando acalmar o animal e segurando a cabeça dele para cima, para que não se afogasse.

Em meio à corrida contra a maré, uma equipe de resgate foi chamada e até mesmo um helicóptero ficou posicionado como última recurso para puxar Astro para fora do atoleiro.

— Foi de cortar o coração ver meu cavalo sofrendo e lutando para se soltar — disse Nicole, que relatou ter ficado aliviada quando viu a chegada do resgate.

Minutos antes de a água tomar conta do local, o cavalo foi sedado e puxado com ajuda de um trator para fora da lama.

— Foi como areia movediça — disse o tenente dos bombeiros Roger Buckle, que elogiou os esforços de todos — Foi uma corrida contra a maré e, felizmente, vencemos — concluiu.

A australiana Nicole Graham tem mais de 10 cavalos e trabalha com odontologia equina.

Você sabia que...

1. O nome completo do Pato Donald é Donald Fauntleroy Duck. (queria saber como alguém conseguiu essa preciosa informação).
2. Em 1987, as linhas aéreas americanas economizaram US$ 40.000 eliminando uma azeitona de cada salada.
3.Uma girafa pode limpar suas próprias orelhas com a língua. (limpinha, né?)
4. Milhões de árvores no mundo são plantadas acidentalmente por esquilos que enterram nozes e não se lembram onde as esconderam.
5. Comer uma maçã é mais eficiente que tomar café para se manter acordado.
6. As formigas se espreguiçam pela manhã quando acordam. (Você consegue imaginar algo mais singelo que uma formiga esticando suas anteninhas e perninhas sob o céu azul? Eu não consigo nem imaginar formigas se espreguiçando…)
7. As escovas de dente azuis são mais usadas que as vermelhas. (por quê? por quê? POR QUÊ?)
8. O porco é o único animal que se queima com o sol além do homem. (Alguém tem um porco em casa para testar se ele fica com marca de biquíni?)
9. Só um alimento não se deteriora: o mel.
10. Os golfinhos dormem com um olho aberto.
11. Um terço de todo o sorvete vendido no mundo é de baunilha… (essa eu gostei. E eu que pensava q era tudo de chocolate!!!)
12. As unhas das mãos crescem aproximadamente quatro vezes mais rápido que as unhas do pés.
13. O olho do avestruz é maior do que seu cérebro. (Tenho quase certeza de que algumas pessoas também tem essa estranha característica)
14. Os destros vivem, em média, nove anos mais que os canhotos. (Ainda bem!)
15. O “quack” de um pato não produz eco, e ninguém sabe porquê. (Sugestões?!?!?!?!?!?!)
16. O músculo mais potente do corpo humano é a língua.
17. É impossível espirrar com os olhos abertos. (Preciso de voluntários para o teste!!!!)
18. Uma gota de óleo torna 25 litros de água imprópria para o consumo.
19. Os chipanzés e os golfinhos são os únicos animais capazes de se reconhecer na frente de um espelho. (QUANDO um golfinho vê sua imagem num espelho??????)
20. Rir durante o dia faz com que você durma melhor à noite.
21. 40% dos telespectadores do Jornal Nacional dão boa-noite ao William Bonner no final do programa. (Tem louco para tudo…)
22. Os camarões têm o coração alojado na cabeça.
23. Se você espirrar com muita força, pode partir uma costela.
24. Se você tentar impedir que um espirro seja expelido, pode morrer ao causar a ruptura de uma veia no cérebro ou na nuca.
25. Se mantiver, à força, os olhos abertos durante um espirro é possível que eles saiam das órbitas.
26. 35% das pessoas que utilizam os anúncios em jornais à procura de companhia já são casadas.

domingo, 18 de março de 2012

Lembra...


De quando éramos crianças, como as coisas pareciam ser fáceis. Não precisava ter papas na língua, criança nunca mente não é? Criança é criança, é inoscente, é pura!

Lembra daquelas palmadas que a gente ganhava?  Essas doíam pra caramba, mas sempre passavam, eram perdoadas, eram compreendidas.

Lembra dos sonhos, do durmir até tarde, do ventinho entrando na janela aberta? Eu lembro, lembro de tudo isso  e de muito mais!

Lembro das minhas lágrimas por não ter ganhado um brínquedo, lembro do "durmir junto" em dia de tempestade, lembro do banho de chuva, da correria pela casa.

Era tudo tão simples, tão verdadeiro, éramos e podíamos ser nós mesmos.
Mas a gente cresceu e fomos nos transformando em seres difíceis, alienados, com papas na língua e sem tempo pra nada.

Agora mentimos. Nem somos mais puros e sequer compreendemos a nós mesmos.
Ai... Que saudade das palmadas! Estas já não existem mais,  porque hoje os seres humanos aprenderam a torturar com a boca... e para mim, o perdão deixou de ser algo tão fácil.

Meus sonhos tornaram-se cada vez mais esquecidos, nossas vidas, deixaram de ser só nossas!

As lágrimas, agora não são mais só por brinquedos. São por desejos não alcançados,  casos mal resolvidos e por nao ter mais com quem contar nos dias de tempestade. As coisas eram tão fáceis, mas eu nem sabia .

É triste deixar de ser criança, é como estar longe de nós mesmos. É ver apenas a sombra de tudo. Ver a sombra da vida e de algum modo...  deixar de viver.

Escrito pela autora do Blog.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Expressões que você usa que nem sabia que tinham sentido

“Bêbado como um gambá”
Essa expressão é usada quando alguém bebe até cair… O que muita gente não sabe, é que os gambás podem ser facilmente atraídos pela cachaça (pinga ou aguardente). Essa bebida foi muito usada para capturar o animal. Era colocado um pouco de cachaça num pote, o bicho é atraído pelo cheiro, bebe tudo e, em seguida cai embriagado.
“É agora que a porca torce o rabo”
Essa expressão usada para designar uma situação de extrema dificuldade, geralmente um momento de tomar uma decisão importante. Mas o que o porquinho tem a ver com isso? Bem, há tempos, era costume criar porcos em casa ou no ambiente rural em espaços que eram chamados de chiqueiros, uma maneira prática de dominar o animal era agarrá-lo pela cauda. O porco então, torcia o traseiro de um lado para o outro na tentativa de se safar.
“Boca-de-siri”
Essa expressão é usada para pedir discrição sobre um determinado assunto. Mas por que siri? Bem, a expressão deve-se à anatomia das peças bucais do pequeno crustáceo. A boca dos siris é tão minúscula que, dificilmente, pode ser identificada a olho nu. Ao prender uma presa com a boca, que possui estruturas parecidas com garras, o siri não solta nem mesmo depois de morto. Como fechar a boca significa ficar calado, a expressão passou a ter o mesmo resultado.
“Olha o passarinho”
Muito usada quando se vai tirar uma foto, essa expressão tem uma explicação: quando a máquina fotográfica foi inventada, no fim do século XIX, o espaço de tempo para fixar a imagem era muito mais demorado do que hoje. Na época, as pessoas tinham que ficar vários minutos olhando fixamente, sem se mexer, para a lente do fotógrafo. Para reter por mais tempo a atenção das pessoas, especialmente das crianças, os fotógrafos costumavam colocar uma gaiola com um passarinho em local acima da máquina e dizer a famosa frase.
“Lágrimas de crocodilo”
Essa expressão é ótima, faz referência a alguém que chora, indicando que o choro é fingido. Mas os crocodilos choram, mesmo? De certa forma sim, a origem desta expressão é biológica. Mas não tem a ver com fingimento e nem tão pouco é um choro verdadeiro. Quando o crocodilo está digerindo um animal, a passagem deste pode pressionar com força o céu da boca do réptil, o que comprime suas glândulas lacrimais. Assim, enquanto ele devora a vítima, caem lágrimas de seus olhos. São lágrimas naturais, mas obviamente não significam que o animal se emocione ou sinta pena da sua presa. Por isso quando uma pessoa chora sem sentimento essa expressão cai como uma luva!

quinta-feira, 15 de março de 2012

Descubra como pensam os gatos.


Você sabia que os gatos possuem uma missão na nossa vida?

Você já parou para pensar porque tantas pessoas hoje em dia têm gatos? Mais do que o número de pessoas que tem cães.
Aqui está uma série de informações sobre a vida secreta dos gatos:

Todos os gatos têm o poder de diariamente, remover energia negativa acumulada no nosso corpo. Enquanto nós dormimos, eles absorvem essa energia.

Se há mais do que uma pessoa na família, e apenas um gato, ele pode acumular uma quantidade excessiva de negatividade ao absorver energia de tantas pessoas.

Quando eles dormem, o corpo do gato libera a negatividade que ele removeu de nós.

É bom ter mais do que um gato em casa para que a carga seja dividida entre eles. Eles também nos protegem durante a noite para que nenhum espírito indesejável entre em nossa casa ou quarto enquanto dormimos. Por isso eles gostam de dormir na nossa cama.

Se eles verificarem que estamos bem, eles não dormirão conosco. Se houver algo estranho acontecendo ao nosso redor, eles todos pularão na nossa cama e nos protegerão.

Se uma pessoa vier a nossa casa e os gatos sentirem que essas pessoas estão ali para nos prejudicar ou que essas pessoas são do mal, os gatos nos circundarão para nos proteger

Quando meus gatos começaram a fazer isso comigo, eu não entendia porque eles ficavam em cima de mim ou aos meus pés. Eu soube depois que eles estavam me protegendo. Então, meus ouvidos e meus olhos buscam imediatamente ver a reação dos meus gatos para ver o que eles farão quando alguém entra em minha casa. Se eles correm para a pessoa, cheiram-na e querem ser acariciadas por essa pessoa, eu sei que posso relaxar.

Se você não tem um gato, e um gato vira-latas entra em sua casa adotando-a como lar, é porque você precisa de um gato em casa nessa época em particular. O gato vira-latas voluntariou-se para ajudar e escolheu você. Agradeça ao gato por escolher sua casa para esse trabalho. Se você tem outros gatos e não pode ficar com o vira-latas, encontre um lar para ele.

 
Os Gatos nos curam! Nos curam das dores da solidão, dos amores perdidos, das decepções .....

Na época de Atlântida, os curandeiros usavam cristais em seus trabalhos. Os cristais eram usados como uma canal de cura. Quando os curandeiros visitavam vilas distantes, eles não podiam usar os cristais pois o povo desconfiava deles achando que eles usavam magia negra.

Como eles não podiam usar cristais, levavam gatos que exerciam exatamente a mesma função dos cristais. O povo não tinha medo dos gatos e permitiam que eles entrassem em suas casas. Desse modo, os gatos têm sido usado inúmeras vezes na arte da cura.

Os gatos são criaturas adoraveis,e amam seus donos acima de tudo,porem têm um jeito diferente de amar...mas nem por isso deixa de ser verdadeiro

Eles são grandes amigos e companheiros!!!!!

Pessoas alérgicas a gatos são emocionalmente incapazes de amar alguém com profundidade, porque reprimem seus verdadeiros sentimentos!

Adote um gato,sua vida nunca mais será a mesma!

Controle sua raiva!

                   

Um belo dia de sol, Sr. Mário, um velho caminhoneiro chega em casa todo orgulhoso e chama a sua esposa para ver o lindo caminhão que comprara depois de longos e árduos 20 anos de trabalho. Era o primeiro que conseguia comprar depois de tantos anos de sufoco e estrada. A partir daquele dia, finalmente seria seu próprio patrão. Ao chegar à porta de casa, encontra seu filhinho de seis anos, martelando alegremente a lataria do reluzente caminhão. Irado e aos berros pergunta o que o filho estava fazendo e, sem hesitar, completamente fora de si, martela impiedosamente as mãos do garoto, que se põe a chorar desesperadamente sem entender o que estava acontecendo. A mulher do caminhoneiro corre em socorro do filho, mas pouco pôde fazer. Chorando junto ao filho, consegue trazer o marido à realidade, e juntos levam o garoto ao hospital para cuidar dos ferimentos provocados. Passadas várias horas de cirurgia, o médico desconsolado e bastante abatido, chama os pais e informa que as dilacerações foram de tão grande extensão, que todos os dedos da criança tiveram que ser amputados. Porém, o menino era forte e resistia bem ao ato cirúrgico, devendo os pais aguardá-lo no quarto. Ao acordar, o menino ainda sonolento esboçou um sorriso e disse ao pai: -Papai, me desculpe. Eu só queria consertar seu caminhão, como você me ensinou outro dia. Não fique bravo comigo. O pai, enternecido e profundamente arrependido, deu um forte abraço no filho e disse que aquilo não tinha mais importância. Não estava bravo e sim arrependido de ter sido tão duro com ele e que a lataria do caminhão não tinha estragado. Então o garoto com os olhos radiantes perguntou: - Quer dizer que não está mais bravo comigo? - É claro que não! – respondeu o pai. Ao que o menino pergunta: - Se estou perdoado papai, quando meus dedinhos vão nascer de novo? Nos momentos de raiva cega, machucamos as pessoas que mais amamos, e muitas vezes não podemos “sarar” a ferida que deixamos. Nos momentos de raiva, tente parar e pensar em suas atitudes, a fim de evitar que os danos seja irreversíveis. Não há nada pior que o arrependimento e a culpa!

quarta-feira, 14 de março de 2012

A História de Juma!




A mãe biológica da Juma era minha gata de estimação, chamava-se Biguta, era bem dócil e comilona, apareceu no pátio da minha antiga casa esfomeada, magra e bem suja; comecei a por comida para ela, que acabou ficando em minha casa, mas com restrições: nada de subir no sofá ou outro móvel, dormir na casinha junto com o Guapo (meu cachorrinho), não subir no colo, nem ficar se esfregando muito, etc.
 Biguta


A Biguta ficou prenha algumas vezes e nasceram lindos gatinhos que sempre doamos a pessoas que realmente cuidassem com carinho.
Quando construímos nossa casa e nos mudamos, a Biguta foi junto, é claro, logo ela entrou em cio e engravidou. No início de janeiro de 2009 aguardávamos o nascimento dos filhotes, mas isso estava demorando a acontecer. Então no dia 13, percebi que meu cachorro estava muito bravo latindo em direção a sua casinha, fui conferir o que estava acontecendo, e para minha surpresa lá estava a Biguta com seu primeiro filhote (mais parecia uma patinha extra dela de tão pequenino que era). Providenciei uma caixa e coloquei-a e “o” filhote dentro, abrigando-os em um galpão. Mais tarde, descobrimos que mais um filhote havia nascido bem maior que o primeiro.

No outro dia percebemos, que a barriga dela continuava bastante grande, fui ao veterinário que receitou medicamento para expulsão do “que havia ficado dentro” e antibióticos. Ela não estava amamentando os filhotes e por estar bem doente, abandonou-os. Então, eu os levei para dentro de casa, improvisei uma mamadeira e comecei alimentá-los. Fiz algumas tentativas para que ela desse mama para eles, mas foram em vão.

No dia seguinte, a Biguta sumiu, provavelmente fora morrer longe de casa, acreditamos que ela tenha tido uma forte infecção pós-parto.

Cuidei dos filhotes, mas ao quarto dia, o maior deles morreu. Fiquei triste e resolvi pesquisar na internet como alimentá-los e cuidá-los adequadamente.

Descobri uma receita de leite que substituía nutricionalmente o leite materno da gata:
1 copo de leite UHT integral (jamais dar leite de vaca, pois tem muita lactose, dificulta a digestão e não nutre os gatinhos).
1 copo de água fervida
2 colheres de sopa de farinha láctea
1 colher de sopa de mel
1 gema de ovo bem cozida
Misture tudo, bata no liquidificador e coloque numa vasilha de vidro lacrada. Guarde na geladeira e na hora de alimentar o bebê gatinho retire só a quantidade necessária. Esta receita serve para até 3 dias. Depois disso precisa fazer uma nova.

Eu alimentava o gatinho de 2 em 2 horas (inclusive de madrugada), com uma mamadeira adaptada, contendo cerca de 5 ml de leite.

Em cada mamada, passava um algodãozinho (umedecido em água morna) na região urogenital para estimular ele a urinar, visto que a mãe gata faz isso lambendo-o. Duas vezes ao dia, introduzia uma pequena lasquinha de supositório infantil no seu ânus para estimulá-lo a defecar e massageava com um algodãozinho úmido.
Para mantê-lo aquecido, eu colocava 2 garrafas Pet com água quente dentro da caixa de papelão e cobria com panos até ficar uma temperatura em torno de 38ºC.
        
         Observando bem o filhote, descobri meio que instintivamente que era uma fêmea.
        
        Quando completou uma semana, eu enxertei ela em uma gata que estava com filhotes da mesma idade, porém estes tinham o dobro ou mais de tamanho. A gata foi levada ao Centro de Controle de Zoonoses do meu município (popular canil municipal), fiquei com dó em fazer isso, mas acreditava que a gatinha teria mais chances de sobreviver se fosse cuidada por uma gata. A gata mãe aceitou-a bem, lambeu bastante como se fosse sua.

 Mamãe gata postiça


         No dia seguinte, resolvi ir levar uma doação ao CCZ e verificar a feliz família de gatinho que eu deixei lá. Mas para minha surpresa, quando cheguei lá, vi uma cena triste de mais. A gata havia sido solta para fazer necessidades e não havia retornado à gaiola, os 6 gatinhos irmãos estavam todos emboladinhos num canto da gaiola e a minha estava em outro canto rejeitada e tremendo de frio. Na hora, fiquei sem reação e voltei para casa, onde chorei muito, então resolvi voltar lá e buscar minha pequena.

         Ela chegou em casa, muito magra, gelada de frio, judiada e urinando sangue, acho que a gata acabou assustada e rejeitou-a. Neste dia, escolhi o nome para ela: JUMA , pois na época estava em reprise a novela Pantanal a qual eu gostava muito e a personagem principal, interpretada pela Cristiana de Oliveira, chamava-se Juma e era uma mulher bem guerreira, na trama ela havia sido colocada recém-nascida numa canoa e abandonada em um rio pela mãe, que arrependida resgatou-a. Havia semelhança nos fatos, não é?

         A coloração do pelo dela é exatamente a que sempre achei feia, assim meio cinzenta tigrada, o popular mourisco, mas o correto é agouti.

      Durante um mês e alguns dias realizei todos os procedimentos descritos anteriormente, só aumentando semanalmente a quantidade de leite por mamada e o intervalo entre elas.

        Enfim, ela cresceu, se desenvolveu, tornou-se o meu xodó, minha paixão, minha filha de estimação.
 Durante um mês e alguns dias realizei todos os procedimentos descritos anteriormente, só aumentando semanalmente a quantidade de leite por mamada e o intervalo entre elas.

        Enfim, ela cresceu, se desenvolveu, tornou-se o meu xodó, minha paixão, minha filha de estimação.

 Aqui ela tá com a tia Dadah

Juma se alimentando sozinha, sem minha ajuda pela 1ª vez.
 Aos 15 meses de idade, levei-a ao veterinário para castrá-la, porém o procedimento não foi realizado, pois ela resistiu a anestesia. O veterinário fez a dose indicada para o peso e mais um pouco, seguiu todos os passos, mas quando foi fazer a incisão ela acordou. Acabei desistindo da castração, ela toma quinzenalmente pílulas anticoncepcionais para gatas e nunca teve filhotes.

        Eu cresci sem poder acariciar nenhum gatinho, pois era muito alérgica, por isso tantas restrições á Biguta. Mas, com a Juma eu acho que desenvolvi resistência, ela vive no meu colo, no sofá, na cama e nunca tive alergia dela.

      Eu e a Juma temos uma ligação muito forte, mostrando que o amor fraternal entre humanos e animais é sim possível e real.

        Nos entendemos pelo olhar. Eu conheço cada tipo de miado dela e sei o que ela está querendo dizer ou pedir: ração, leite, sair pra fora de casa, colo, carinho, anticoncepcional, ir dormir junto comigo. Até quando ela vai entrar em cio, sobe no colo e começa a miar e olhar bem na minha cara, contando que tem algo diferente acontecendo, então eu dou o remedinho dela e tudo passa.

         Ela também me conhece na alegria, na tristeza, na dor, certa vez, eu estava deitada com muita dor de estômago, a Juma veio deitar comigo, me cheirou, ronronou e deitou bem rente a minha barriga que ficou aquecida e passou a dor.

Tem unhas bem afiadas e uma mordida fabulosa, mas é só os “estranhos” não mexerem na barriga ou cauda dela que não há problemas.
Juma adora brincar de esconde-esconde e pega-pega comigo, parecemos duas crianças correndo pelas peças da casa. Ela também adora um ventilador nos dias de calor. Gosta de caçar meus rabicós perdidos pela casa e começa a miar até me achar e ofertar a sua “caça”, gosta de vir digitar comigo quando estou no computador. Esta sempre no lugar da casa onde eu estou, muito carinhosa comigo é minha grande companheira.
               Juma eu amo você minha pelúcia, paixão da minha vida!!!!

Por Daniela Gonçalves Oliveira
Residente em Santiago RS
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